Derretendo 2012

Objetos se misturam fugazmente com o tempo que passa. Ao submergir estas coisas do quotidiano comum nos horizontes às vezes submersos, procuro uma poética subtil contrastada com as sombras deixadas pelas suas presenças quase imperceptíveis, mais ou menos distantes da nossa atenção. Procuro lembrar os ciclos das coisas que fazem parte da nossa vida, e abrir espaço a reflexão sobre o mundo e seus mecanismos. As escolhas quase aleatórias dos objetos representados partem de imagens que nos envolvem e as vezes estão fora de seus contextos e ao invés de quererem nos dizer alguma coisa, querem antes vender-nos algo. A maior necessidade humana é que algo nos diga algo. As pessoas procuram histórias pelos seus significados que transmitam conforto e segurança. Este trabalho aborda distintas linguagens num mundo contemporâneo abarrotado de informações. Pretendo procurar linguagens que nos façam refletir sobre um mundo de consumo imediato, e o descarte que é feito facilmente sem levar em conta os as marcas deixadas. Neste mundo de múltiplos contextos, múltiplas imagens o homem perde-se, aliena-se da realidade concreta. A arte deve tratar de temas que questionem a ordem das coisas, as minhas preocupações enquanto artista plástico abrange esta inquietação no contexto do labirinto de informação que vivemos. Pretendo propor uma reflexão sobre a contemporaneidade e a nossa relação sobre aquilo que nos rodeia e nos atinge todos os dias.

Objects mingle briefly with the passing time. To submerge these everyday things in common horizons sometimes submerged, looking for a subtle poetic contrast with the shadows left by their presence almost imperceptible, more or less distant from our attention. I try to remember the cycles of things that are part of our life, and open space to reflect on the world and its mechanisms. The almost random choices of objects represented depart images that surround us and the times are out of their contexts and instead of wanting to tell us something, they want to sell us something before. The greatest human need is something to tell us something. People look for their meanings stories that convey comfort and safety. This paper discusses different languages ​​in the contemporary world crammed with information. I intend to seek languages ​​that make us reflect on a world of immediate consumption, and disposal that is easily done without taking into account the marks left. In this world of multiple contexts, multiple images man is lost, alienated from reality. Art should address issues that question the order of things, my concerns as an artist covers this concern in the context of the maze of information which we live. I intend to propose a reflection on the contemporary and our relationship about what surrounds us and affects us every day.